
O carnaval, em março, está começando, e é bom pensar em como vai acabar.
Carnaval é uma época que nos permitimos tudo, ou melhor, há anos atrás onde nada era permitido o carnaval nos dava uma folga para viver as fantasias (por favor, com trocadilho) que desejássemos.
Quer ser cigana? Quer ser bailarina, pirata, mau-caráter, se travestir de mulher, usar a saia mais curta? Fique à vontade, é carnaval, ninguém está olhando. Todo mundo está como você, preocupado em ser outra coisa, pelo menos por alguns dias.

Suzy começa sua história assim:
Às vezes não são nossos vestidos que nos causam uma alegria ou tristeza.
Aquele que não ficou bem ajustado nos deixa inquieta, e nos compromete deixando-nos insegura.

Pode uma bainha também trazer preocupação ou encrenca?

Imagina só o que achei numa folha de papel cheia de pó, caída atrás da prateleira lá do sótão.
- Suzy, posso escrever que tinha também uns confetinhos e umas serpentinas desbotados?
Confete e serpentina, um não vive sem o outro e o carnaval não vive sem eles.
Dois irmãos nascidos com diferença de 1 ano.
Apesar do confete vir de “confetti” ou confeitos de açúcar que as pessoas jogavam umas sobre as outras em Roma nos corsos pelas ruas da cidade, eles apareceram pela primeira vez feitos de papel em Paris em 1892.
A serpentina por sua vez foi inventada 1 ano depois por um funcionário dos telégrafos que utilizou tiras de papel já utilizado e que iriam para o lixo.
Mas a história da Suzy é muito mais interessante:
As roupas da excursão de barco foram afundando na água ao mesmo tempo em que os confetes foram colorindo o tanque.



- Bem... sim...não...
É que no caminho do restaurante havia um bloco de carnaval e nos atiraram confetes...
Sim foi só isso mesmo... deve ter sido neste instante.





Suzy, obrigada pela foto correta.
Nas letrinhas miúdas à esquerda da foto está escrito: Velejar é passar uma esponja nas preocupações. J. H. Altmayer.
O comandante sabia das coisas...









e a de mais esperança ainda







Publicou somente um livro antes de morrer, chamado "SÓ" , que ele mesmo declarava :”o livro mais triste que há em Portugal” .


